18.10.05

Soneto de Êxtase

Por detrás daquele véu
nuvioso, ela me via
enquanto eu encarava o papel
procurando uma poesia

que pudesse imortalizar
o que, até então, somente ela sabia:
que houvera um brilho em teu olhar,
e momentos de magia;

que houvera música no ar,
e uma luz se acendera no breu
dissipando toda a treva;

e que estivéramos ambas a brilhar:
ela, lua, nua no céu,
eu, tua, nua na terra!

3 comments:

Afonso said...

dá até para imaginar a cena à beira-mar...lindo. bjs

qualquer calmaria said...
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qualquer calmaria said...

Tati,

Esse soneto de êxtase virou foto na minha cabeça. Imortalizado.
Se não tivesse o amor...
Minha alma romântica, ainda que use as palavras com violência algumas vezes (riso), só vai ficar em paz se eu terminar meu comentário com Pablo Neruda.
Um beijo.

Não te quero senão porque te quero, e de querer-te a não te querer chego, e de esperar-te quando não te espero, passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero.
Odeio-te sem fim e odiando te rogo, e a medida do meu amor viajante, é não te ver e amar-te, como um cego.