
Depois do "Reveillon no Guga - eu vou!" eis aqui o selo do mais recente evento patrocinado pelo Centro Recreativo Sancinetti: "Churras do Guga - eu vou!"
Poesia, Psicologia, Psicanálise, Psicologia Analítica, Astrologia, Ciência, Música, Fotografia, Artes, Mitologia, Dança, Sonhos e Reflexões...
É. Eu admito que talvez devesse, mas confesso, não sei tudo sobre mim ainda não. Aqui vai um pouco do que eu já descobri até agora: sou uma ex-arquiteta, professora de inglês praticante, e atualmente aluna do curso de psicologia que se encontra totalmente apaixonada e envolvida pelo assunto! Adoro escrever, principalmente poesia, mas não me atrevo a me denominar poetisa – ainda! Bailarina de dança do ventre já tem uns 4 anos, tocadora de caixa na bateria da Federal (ainda não tem 4 aulas...), praticante de ioga (adoro um incenso, um óleo, um cheiro...) , totalmente viciada em livros e em chocolate!
Sou calma, muito carinhosa, apegada à minha família e aos meus amigos (faço coleção; tem uns que eu guardo há 10, 15, 20 anos...), bastante sociável – adoro uma bagunça, uma balada, qualquer coisa que junte gente – mas também tenho meus momentos de necessária solidão (ou solitude, como diria a minha mãe, pra escapar do termo pejorativo). Me considero uma boa ouvinte, e sou muito bem humorada: pode contar comigo pra rir de qualquer coisa, até de mim mesma! Procuro me situar em algum lugar entre a vaidade e o conforto, mas eu confesso que fico confortável se estiver me sentindo bonita mesmo que não esteja conseguindo respirar muito bem! Da mesma forma, acho mais importante ser feliz do que ter razão, mas fico bem contente quando percebem que eu estou certa! hehehe... Excessivamente autocrítica: muito mais exigente comigo mesma do que com os outros (na verdade, com os outros sou super condescendente, o que também não é bom).
Tenho a espiritualidade como uma questão presente mas que se manifesta de muitas formas diferentes. Vejo Deus naquilo que me traz paz, e que vem pra mim nas mais diversas maneiras: numa missa, numa aula de yoga, no meio do mato, dentro da cachoeira, andando de bicicleta, numa noite fria e estrelada... Ainda estou “procurando a minha turma” nesse quesito, mas comecei a freqüentar um centro espírita e estou acreditando que pode estar aí. Aliás, mato pra mim é fundamental. Sou muito urbana, mas preciso sentar na grama (mesmo que coce), ouvir o barulho do vento nas árvores, ver a água correndo ou simplesmente parada refletindo o céu, preciso regularmente de um horizonte verde e distante pra me reequilibrar.
No momento estou à procura de uma companhia pra dividir uma certa garrafa de vinho que o meu irmão me trouxe da Argentina, mas há certos pré-requisitos a se cumprir. Entretanto, não há pressa; afinal, o vinho só melhora com o tempo...

(poeminha do Carlos Drummond de Andrade em homenagem a um acesso de irreverência que eu presenciei este final de semana! :-) )

Primeiramente, perdão pela grosseria do título. Mas é que o tema permite uma certa irreverência. Hoje eu quero falar do humor. Quero falar dessa capacidade que a gente tem, a gente precisa ter, de rir de nós mesmos e das nossas pequenas tragédias cotidianas. E, porque não, das grandes tragédias também...
Tudo o que é trágico é também um pouco cômico. A desgraça sempre tem um jeito meio abobalhado, meio atordoado, atrapalhado, cínico e desengonçado de acontecer. No meio do drama a gente se consola dizendo que um dia ainda vai rir de tudo aquilo. Pois eu acho que o barato mesmo é começar a rir imediatamente, intercalar o choro com o riso, e não perder nem um bocado do prato que a vida nos dá pra provar (adoro aquela cena de Harry e Sally quando ela está chorando porque o Joe vai se casar, e o Harry faz uma piada... é ótima a performance da Meg Ryan rindo e chorando ao mesmo tempo!).
Velório da minha tia. O obituário dizia assim: “Morre Amália Maziero. Deixa as irmãs Armelinda (in memorian), Rosalinda (in memorian), casada com Israel (in memorian), Mafalda, casada com Ernesto (in memorian), Palmira, casada com não sei mais quem, in memorian, in memorian....” Meu irmão leu aquilo e soltou: “É, tá mais pra encontra as irmãs....” E rimos! Afasta a dor? Ah, quem dera, quem dera... Mas nos faz lembrar que a gente ainda está vivo, e que a vida é boa, e que é por isso que vale a pena ficar triste quando alguém se vai.
Outro dia, na revista Veja, a Lia Luft escreveu citando alguém que dizia pra ela que em certos momentos da vida é o humor, mais que o amor, que nos salva. Eu vou mai longe. Tem uma frase do Roberto Freire que diz que é o amor, e não a vida, o contrário da morte. É baseada nessa frase que eu solto a minha máxima sobre o assunto: “É o humor, e não a vida, o contrário da morte”.
Quando sucumbi aos seus cabelos macios,
Quando seu olhar me invadiu e me fez negra
Quando desejei ser sombra para ser sua...
Quando cada instante parecia triste
E quanto à solidão, dizíamos: é tudo que existe!
Quando chorei duplamente, por mim e por você...
Quando vi seu mundo com meus olhos,
Quando renasci, mais inteira e mais bela,
Quando você foi você, eu fui eu, e tudo foi nada,
Bem, respirei o teu suor...
Bem, me perdi na tua boca...
Bem, reencontro eminente
Que não seja um tiro no escuro
Mais um passo em falso no abismo,
Que seja eu a te guiar agora,
Na simplicidade e na pureza do meu riso!
(Lindo. E pra quem quiser mais, Fotolog da Gabi, aí do lado)
"You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn
You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn "
Quisera eu ter assim tanto otimismo... Tem horas em que eu acho que a gente bate a cabeça, bate a cabeça, mas nunca aprende.
“ Ter a consciência limpa é ter a memória fraca ".
“ Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns, só uma vez ".
“ Fazendo muita merda é que se aduba a vida ".
“ Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone ".
“ Quando te ligam : se você tem caneta, não tem papel . . . se tem papel, não tem caneta . . . se tem ambos ninguém liga ".
“ Não há melhor momento do que hoje para deixar pra amanhã o que você não vai fazer nunca ".
Paira à tona de água
Fernando Pessoa
Paira à tona de água
Uma vibração,
Há uma vaga mágoa
No meu coração.
Não é porque a brisa
Ou o que quer que seja
Faça esta indecisa
Vibração que adeja,
Nem é porque eu sinta
Uma dor qualquer.
Minha alma é indistinta
Não sabe o que quer.
É uma dor serena,
Sofre porque vê.
Tenho tanta pena!
Soubesse eu de quê!...
Ganhei uma blusa rosa
Que todo mundo olha
E diz que cai bem
Eu caí em mim e pensei
Minha mãe é quem gostava
De me ver assim também
Pintava de cor de rosa
Até os fios dos meus cabelos
Imaginava-me impressa
Numa série de muitos selos
Saí de rosa-anjo
Em procissão do interior
Orações e lantejoulas
Escorriam com o calor
Depois de grande
Troquei meu papel de flor
Arranquei a faixa de miss
Virei de outra cor
Agora limpando o espelho
Dos vermelhos sonhos de atriz
Vejo que minha mãe tinha razão
Sou linda de cor de rosa
Tão linda como eu nunca quis
(Elisa)