Showing posts with label pessoal. Show all posts
Showing posts with label pessoal. Show all posts

1.9.08

The End

"O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia
morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja."
(Alberto Caieiro - O Guardador de Rebanhos)


***
Eu muitas vezes já disse que gostaria de ver estas palavras do Fernando Pessoa na minha lápide (espero que se lembrem desse meu desejo) porque eu acho que elas trazem um imenso consolo. Elas lembram que o fim também faz parte, que a morte é o que há de mais natural, e que também pode haver beleza depois de tudo isso.
Sinto que este fim ainda está longe, então como parece que não vou precisar do poema tão cedo, vou fazer um empréstimo. Fica aqui, para marcar o fim deste blog, que durante muito tempo foi um espelho e um interlocutor muito importante para mim.
O blog morre porque, como eu comentei com um amigo esta semana, estou "rasa". Já faz um tempo que me sinto distante de toda essa profundidade que rodeava muitas das coisas que aconteceram por aqui, mas acontece que de uns tempos pra cá, não alcanço mais toda esta "fundura", estou leve, bem mais leve que a água... agora só posso flutuar, me deixar levar pela corrente. Não consigo mais fazer o transporte daquilo que estava nas profundezas para a luz, pois agora eu habito a "flor da pele".
E não sei não... muito nesse blog era o Alberto Caieiro dizendo misteriosamente que pensar é estar doente dos olhos, é não compreender, e que viver é deitar na relva num dia de calor, sentir todo o corpo deitado na realidade, saber a verdade e ser feliz... vai ver que eu entendi. :)

Namastê!

24.7.07

Eu de novo cindida, tentando conciliar mente e coração, só consigo pensar em coisas que já postei antes aqui. Fazer o que, se o conflito se repete... a gente repete os posts.

***
Já dizia o Rubem Alves que isso que a gente pensa que é uma pessoa na verdade é uma pensão, onde os vários moradores debatem e entram em conflitos tentando decidir pra que lado vai a coisa. E esse que a gente pensa que é quem decide é só o síndico que, temporariamente, está mandando em tudo e bota a cara na janelinha. Se não me engano, tem essa crônica naquele livro dele "O Amor que acende a lua". Te digo que a briga no condomínio aqui dentro tá pior que a briga no Copa-Mar! rsssss....

Já dizia a Claudya Toledo (se é que eu não errei o nome dela) que a gente não é uma pessoa, a gente na verdade é uma turma!

***
E pra não dizer que eu não repeti os posts, vai um poeminha sobre isso tudo:

"Da incomunicabilidade:
Hoje so conversei comigo mesma,
E mesmo assim não consegui chegar num acordo."

(Gostaria de ceder os devidos créditos mas não me lembro o autor desse poema que eu conheci na adolescência e nunca mais esqueci, apesar de nunca mais ter encontrado. Já usei tudo quanto é palavra-chave no Google e nada. Alguém se habilita?)

***

Enquanto isso, sussurra um dos moradores:

"Tinha o tempo
em que você sentia,
e sentir
era a forma mais sábia
de saber
e você nem sabia!"

(Alice Ruiz)

1.5.07

Organizar uma Festa

"O problema é que eu não consigo mais sofrer, acho tudo bonito! Eu estava chorando, abraçada ao travesseiro, eu estava quase conseguindo! Mas, de repente, fui tomada de uma alegria doida e fiquei me perguntando: por que a gente se despede com tanta tristeza, quando todo encontro é sempre tão bonito? Não deveríamos fazer uma festa? Marcar um dia especial para terminar o namoro e fazer esfihas, salgadinhos, sucos de cajá e kiwi com hortelã, assoprar balões coloridos, dançar até cair, cantar até perder a voz, dançar e cantar todas as músicas que cantamos um para o outro, abraçar até cansar, rir de todas as brigas, rir mesmo, até a barriga doer, celebrar o que um deixou no outro? E o que os dois deixaram no mundo? Distribuir os velhos presentes a quem se sente mais sozinho do que a gente? Terminar com o mesmo cuidado de um primeiro encontro? Eu fiquei pensando nisso, que parecia meio doido, mas bem menos doido do que chorar ou sofrer por algo que foi tão bonito..."

Faço das suas as minhas palavras, mas dando o crédito, que senão é plágio! O texto acima é da Rita Apoena, e está no blog "Jornal das Pequenas Coisas"

29.4.07

No meio o caminho

No meio das pedras tinha um caminho
Tinha um caminho no meio das pedras
Tinha um caminho
No meio das pedras tinha um caminho

Nunca desistirei da vida, dos sonhos, de nada.
Vou descansar as retinas, preparar a jornada
Porque no meio das pedras
Tinha um caminho
Tinha um caminho no meio das pedras
No meio das pedras tinha um caminho.


(para o meu lado budista que - sorte a minha - insiste em me trazer para o caminho do meio)

27.4.07

Pratododia

(O Teatro Mágico)

Como arroz e feijão
É feita de grão em grão
A nossa felicidade
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades
Como feijão e arroz
Que só se encontram depois
De abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem?

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo à vontade
Que vontade de te ver...

O dia do prato chegou
É quando eu encontro você
Nem me lembro que foi diferente
Mas assim como veio acabou
E quando eu penso em você
Choro café e você chora leite


*Ah, que pena que eu tenho de quem não tem olhos para ver a magia que existe nesta vida...*

4.4.07

Paradoxal

Eu aqui
completamente
pela metade.

(saído de um poema da Gabi)

28.3.07

Just a Girl

Apontamentos para um discurso feminista

Mudei de terapeuta e o que eu mais temia aconteceu: tive que começar tudo de novo. Hoje foi a 3ª. Sessão e quando eu dei por mim, lá estava eu discutindo a minha relação com o masculino, o lugar do masculino e do feminino “na minha vida” (o que significa uma combinação de “na minha cabeça” com “neste mundo”), e por consequência, a minha relação com os homens e mulheres da minha vida, o meu pai, minha mãe, meu irmão, o namorado... Saí de lá pensando que esse assunto me aborreceu a vida inteira.


Na adolescência eu era a filha “revolucionária” de um pai que tinha o rei na barriga, a irmã encrenqueira de um irmão que tinha um reizinho na barriga, mas que só era capaz de definir os meus ataques de feminismo com a frase “Camille Paglia baixou em mim” porque o soberano do lar pagou a minha educação até níveis estratosféricos para uma princesinha da sociedade brasileira. Dá pra ver que não é simples.

Na teoria Junguiana este embate entre o lugar do homem e da mulher na sociedade reflete uma disputa que acontece cotidianamente dentro de nossa psiquê durante o processo de individuação. Para Jung todos os seres humanos têm em si características que socialmente se convencionou serem pertinentes a este ou àquele sexo, mas que são do ponto de vista psicológico igualmente importantes. Sendo ambos os tipos necessários para a formação de uma personalidade completa, Jung demonstra como uma das maiores dificuldades do processo de amadurecimento é o trazer das profundezas inconscientes aquelas partes de nós que são tradicionalmente tidas como pertencentes ao outro sexo, e integrá-las à consciência. Não obstante a dificuldade envolvida neste processo, Jung mostra como ele acontece inevitavelmente, como que movido por uma parte do Self que deseja e impulsiona este auto-completar-se. Para Jung, o apaixonar-se é ver no outro as nossas próprias características inconscientes projetadas, e é por isso que se diz procurar no amor alguém que nos “complete”

Hoje em dia, com quase 30 anos e ainda solteira - por opção -, mas ainda acreditando que vai chegar o momento em que eu vou encontrar o cara que vai me “completar” mas não vai me atazanar - porque eu sou brasileira e não desisto nunca... rsss – eu olho em volta procurando provas, ou no mínimo indícios, de que esse cara existe, sabe quem é a Camille Paglia, e não é gay. Vejamos.

No final de semana encontrei com um casal de amigos que têm mais ou menos a minha idade e que estão casados há alguns poucos anos. Ela estava comentando como, ao tentar operacionalizar o casamento, eles acharam mais fácil tratar tudo como se fosse uma empresa, e neste processo decidiram de comum acordo que seria mais lucrativo investir na profissão dele do que na dela. E eu respondi que é um pouco surpreendente como, depois de tantos anos de lutas feministas, de sutiãs queimados nas praças públicas, e de mulheres nas universidades, no âmbito do casamento, o que a gente conseguiu efetivamente foi tomar – agora de comum acordo – as mesmas decisões que eram impostas às nossas mães.

**************************

Não sabe quem é a Camille Paglia? Pode começar por aqui:

http://en.wikipedia.org/wiki/Camille_Paglia

**************************


Sei que hoje, neste contexto, eu me peguei ouvindo novamente um CD que eu rachei de ouvir no final da adolescência. O CD se chama “Tragic Kingdom” de uma banda chamada “No Doubt”. A vocalista, Gwen Stefani, tem o visual mais “mulher objeto” que se possa imaginar. Uma pin-up moderna, mistura de cheer-leader com Marlin Monroe, com os cabelos platinados e a boca vermelha, ela canta músicas altamente feministas, cheias de sarcasmo e ironia, num tom de voz irado, raivoso, muito agressivo. Me faz pensar em contradição, paradoxo, oxímoro. O que poderia ser mais adequado?

Aqui vai uma das músicas dela que eu mais gosto. Mando junto a tradução, que é pra facilitar. Adoro a frase em que ela canta, gritando raivosamente “Am I making myself...” e então num tom muito doce, “...clear?”:)

**************************



Just A Girl

Take this pink ribbon off my eyes
I'm exposed
And it's no big surprise
Don't you think I know
Exactly where I stand ?
This world is forcing me
To hold your hand


'Cause I'm just a girl, little 'ol me
Don't let me out of your sight
I'm just a girl, all pretty and petite
So don't let me have any rights
Oh...I've had it up to here!

The moment that I step outside
So many reasons
For me to run and hide
I can't do the little things I hold so dear
'Cause it's all those little things
That I fear

'Cause I'm just a girl I'd rather not be
'Cause they won't let me drive
Late at night

I'm just a girl,
Guess I'm some kind of freak
'Cause they all sit and stare
With their eyes
I'm just a girl,
Take a good look at me
Just your typical prototype
Oh...I've had it up to here!
Oh...am I making myself clear?

I'm just a girl
I'm just a girl in the world...
That's all that you'll let me be!


I'm just a girl, living in captivity
Your rule of thumb
Makes me worry some
I'm just a girl, what's my destiny?
What I've succumbed to Is making me numb
I'm just a girl, my apologies
What I've become is so burdensome
I'm just a girl, lucky me
Twiddle-dum there's no comparison

Oh...I've had it up to!
Oh...I've had it up to!!
Oh...I've had it up to here!

Só uma garota

Tire esta fita rosa dos meus olhos
Estou exposta,
E isto não é novidade
Você não acha que eu sei
Exatamente onde estou
?
Este mundo está me forçando
A segurar a sua mão


Porque eu sou só uma garota, coitadinha de mim
Não me perca de vista
Eu sou só uma garota, toda pequenininha e bonitinha
Então não me deixe ter direitos
Ah, eu estou por aqui com isso!

No momento em que eu saio
Tantas razões
Para eu correr e me esconder
Não posso fazer essas coisinhas das quais gosto tanto
Pois são estas as coisinhas das quais tenho medo

Porque eu sou só uma garota, e eu preferia não ser
Porque eles não vão me deixar dirigir
à noite

Sou só uma garota
Acho que sou algum tipo de anormal
Pois eles todos sentam e me olham
Com seus olhos
Sou só uma garota
Olhe bem pra mim
Seu protótipo típico
Ah, estou por aqui com isso!
Ah, estou sendo clara
?


Sou só uma garota
Só uma garota no mundo...
É só o que vc me permite ser!


Só uma garota, vivendo numa prisão
Suas regras
Me deixam preocupada
Sou só uma garota, qual meu destino
?
Aquilo a que sucumbi está me deixando
Anestesiada
Só uma garota, me desculpe
O que me tornei é tão pesaroso
Só uma garota, sorte a minha
Não tem comparação

Ah, estou por aqui!
Ah, estou por aqui!
Ah, estou por aqui com isso!







17.3.07

Verão Emocional

Essa vai em "homenagem" ao aquecimento global, rss... vamos perder invernos, com seus fondues de queijo, casacos fofinhos e chocolates quentes, em favor de verões, com suor escorrendo pelo meio do cabelo, nariz descascando e mosquitos. Alguma vantagem vamos ter que achar no meio de tudo isso, ou então vou mesmo ter que me mudar para o Alaska.
Mas voltando ao texto... fazia tempo que eu não fazia isto, deixar algum outro poeta falar do meu momento. Então lá vai: uma letra de música que descreve bem o que foi o meu verão, passado praticamente na Indonésia. Ou seja, praias paradisíacas, cenários inesquecíveis, e um ou outro terremoto seguido de uma tsunami para animar! rssss... ;)



Esse Outro Mundo
Leoni

Eu conheço esse outro mundo
Onde o tempo não dissolve
Eu te conquisto sempre
Você sempre me comove
Eu conheço esse outro mundo
Essa outra porção do espaço
Onde eu me sinto livre
Aprisionado nos seus braços

O quanto a gente se beija
Nesses verões emocionais
Nesse vulcão de desejos
Nessas tormentas tropicais

Pouco a pouco eu me transporto
Pela porta do teu corpo
Pra esse outro mundo que eu conheço
Dos deuses de carne e osso
Eu conheço esse outro mundo
Esse eterno mundo em transe
Te amo tanto e tanto e tanto
Não sei mais quem já fui antes

Tantos outros mundos
Tanto pra nós dois
Entre tantos mundos
Entre e deixe o mundo pra depois

10.1.07

A Difícil Fronteira

"Foi só depois que aprendi a gostar de mim que comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudavél: pessoas, tarefas, toda e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor próprio."

Não sei de quem é este pequeno texto. Já o encontrei em orkuts de pessoas variadas, mas sempre sem autoria. Encaixa perfeitamente em coisas que eu estou vivendo agora. Não é tarefa fácil encontrar o limite entre o egoísmo e o amor próprio, a linha que separa a falta de respeito pelo outro do respeito por si mesmo. Não é fácil saber que em certos casos não há como se proteger sem magoar outrem. Eu tinha muitas vezes uma postura de me sacrificar para não ter que partir para cima de ninguém, que talvez se deva à minha educação católica, ou talvez a pensar que eu não tinha o direito de delimitar as minhas fronteiras, mas, ainda que a gente perca algumas coisas conforme envelhece, ganha uma outra muito importante: senso de valor. Algumas coisas aprendi, e uma delas foi que se eu não cuidar de mim, ninguém mais vai.

5.1.07

Resoluções de Ano Novo

Sabe aquele filme "2010, o ano em que fizemos contato*" ?
Estou achando que o tema deste ano vai ser "2007, o ano em que fizemos regime"!
hauhauahuahuauahuha
afff, ninguém merece ser fotografado depois do natal e do ano novo!

***


* (junto com "2001, uma odisséia no espaço", este filme é parte de uma dupla inesquecível baseada na obra de Arthur Clarke - adoro ficção científica!)

26.12.06

O Ministério da Saúde Adverte:

"Chá de Sumiço" faz bem para a saúde!

21.11.06

Ponta com Ponta

Relendo o blog em busca de reencontrar o fio da meada dos meus sentimentos: ainda não consegui construir a simplicidade que eu busco para a minha vida. Mas fiquei feliz em perceber que eu realmente passei o ano tentando. Porque eu sou brasileira etc etc etc. E a prova está aqui.

Control Alt Del

Era o caso de dar o boot. Apagar e fazer outra vez, do começo. Pula uma linha, parágrafo, travessão. Abre aspas. Próxima página. Vamos de novo, eu e ele também. Tábula rasa é uma idéia e tanto.

Faria se pudesse. Mas prossigo vivendo a vida de agora com toda a vida de antes ainda grudada nela. A minha vida de antes, a vida dele de antes, e as vidas dos outros também... Vai ter que ser assim agora, e provavelmente, vai ser assim pra sempre...

*****

Já que eu não ando escrevendo, vamos falar do que eu ando lendo. Aqui vai um post de um blog chamado Mme. Mean (link no título). Ao qual eu respondo: "Amém".

Dos olhos que se perdem.

Que nunca me digam teus olhos que já não posso alcançar-te, que nunca me falem por onde te (me) perdeste, que nunca me contem desfeitos, descuidos, desmundos, que nunca me desencontrem. Que nunca me (re)voltem teus olhos trazendo um outro de ti. Que nunca me reencontrem teus olhos, tão perto que ainda pareçam teus, tão longe que já não possam ser.

26.10.06

Nothing Worthy Ever Is...

As Lex Luthor once said: "It´s not easy, but then... nothing worthy ever is."

21.10.06

"I turn on the TV
to check the weather.
I wonder why I don´t just look outside..."

(The Beu Sisters - What Do You Do...)

27.9.06

Dizem que um raio nunca cai duas vezes no mesm.. !!! Oh, raios!!

25.8.06

Desaforismos

Primeiro que eu não sou da máfia pra ficar devendo favor.
Segundo que eu não sou astróloga pra ficar lendo nas "estrelinhas".
Terceiro que Sartre é quem tinha razão - "o inferno são os outros".

4.7.06


E como é que se escreve sobre aquilo que ainda não sabemos o que é, que nos faz sentir medo e prazer, que parece trazer em si certezas atemporais e dúvidas aterradoras? Que dá frio na barriga e calor no coração? Que toca sentimentos totalmente novos, e outros totalmente primitivos? Que é ao mesmo tempo nobre e bárbaro?

Que a poesia fale por mim...

Through the dark - KT Tunstall

As I walk away
I look over my shoulder
To see what I'm leaving behind
Pieces of puzzles
And wishes on eyelashes fail

Oh, how do I show
All the love inside my heart?
For this is all new
And I'm feeling my way through the dark

I used to talk
With honest conviction
Of how I predicted my world
I'm gonna leave it to stargazers
Tell me what your telescope says

Oh, what is in store for me now?
It's coming apart
I know that its true
Cos I'm feeling my way through the dark

Trying to find a light on somewhere
Trying to find a light on somewhere
I'm finding I'm falling
in love with the dark over here

Oh, what do I know, I don't care
Where I start
For my troubles are few
As I'm feeling my way through the dark
Through the dark
I'm feeling my way through the dark

6.3.06

Questions in my heart

Eu queria perguntar: "Será que voce se esqueceu de tudo o que tínhamos em comum?" Mas disse apenas: "E aí, gostou dos filmes?"
Eu queria saber se ele já tinha pensado em como seria se nós estivessemos juntos, mas só disse que estava com sono.
Eu me perguntava como e' que ele tinha sido capaz de transformar uma amizade de profunda em superficial, mas falei de trabalho somente.
Eu queria dizer: "Foi voce quem se mudou, agora sou eu quem tem que telefonar?", mas disse apenas "Te vejo no sábado"
Eu queria pedir: "Por favor, n
ão me esqueça". Mas só consegui dizer: "Vamos ver no que vai dar".

" Love is the answer, at least
for most of the questions in my heart:
Why are we here? and
Where do we go? and
How come it's so hard?"

(Tatigirl ouvindo Jack Johnson)