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27.4.07

Pratododia

(O Teatro Mágico)

Como arroz e feijão
É feita de grão em grão
A nossa felicidade
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades
Como feijão e arroz
Que só se encontram depois
De abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem?

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo à vontade
Que vontade de te ver...

O dia do prato chegou
É quando eu encontro você
Nem me lembro que foi diferente
Mas assim como veio acabou
E quando eu penso em você
Choro café e você chora leite


*Ah, que pena que eu tenho de quem não tem olhos para ver a magia que existe nesta vida...*

28.3.07

Just a Girl

Apontamentos para um discurso feminista

Mudei de terapeuta e o que eu mais temia aconteceu: tive que começar tudo de novo. Hoje foi a 3ª. Sessão e quando eu dei por mim, lá estava eu discutindo a minha relação com o masculino, o lugar do masculino e do feminino “na minha vida” (o que significa uma combinação de “na minha cabeça” com “neste mundo”), e por consequência, a minha relação com os homens e mulheres da minha vida, o meu pai, minha mãe, meu irmão, o namorado... Saí de lá pensando que esse assunto me aborreceu a vida inteira.


Na adolescência eu era a filha “revolucionária” de um pai que tinha o rei na barriga, a irmã encrenqueira de um irmão que tinha um reizinho na barriga, mas que só era capaz de definir os meus ataques de feminismo com a frase “Camille Paglia baixou em mim” porque o soberano do lar pagou a minha educação até níveis estratosféricos para uma princesinha da sociedade brasileira. Dá pra ver que não é simples.

Na teoria Junguiana este embate entre o lugar do homem e da mulher na sociedade reflete uma disputa que acontece cotidianamente dentro de nossa psiquê durante o processo de individuação. Para Jung todos os seres humanos têm em si características que socialmente se convencionou serem pertinentes a este ou àquele sexo, mas que são do ponto de vista psicológico igualmente importantes. Sendo ambos os tipos necessários para a formação de uma personalidade completa, Jung demonstra como uma das maiores dificuldades do processo de amadurecimento é o trazer das profundezas inconscientes aquelas partes de nós que são tradicionalmente tidas como pertencentes ao outro sexo, e integrá-las à consciência. Não obstante a dificuldade envolvida neste processo, Jung mostra como ele acontece inevitavelmente, como que movido por uma parte do Self que deseja e impulsiona este auto-completar-se. Para Jung, o apaixonar-se é ver no outro as nossas próprias características inconscientes projetadas, e é por isso que se diz procurar no amor alguém que nos “complete”

Hoje em dia, com quase 30 anos e ainda solteira - por opção -, mas ainda acreditando que vai chegar o momento em que eu vou encontrar o cara que vai me “completar” mas não vai me atazanar - porque eu sou brasileira e não desisto nunca... rsss – eu olho em volta procurando provas, ou no mínimo indícios, de que esse cara existe, sabe quem é a Camille Paglia, e não é gay. Vejamos.

No final de semana encontrei com um casal de amigos que têm mais ou menos a minha idade e que estão casados há alguns poucos anos. Ela estava comentando como, ao tentar operacionalizar o casamento, eles acharam mais fácil tratar tudo como se fosse uma empresa, e neste processo decidiram de comum acordo que seria mais lucrativo investir na profissão dele do que na dela. E eu respondi que é um pouco surpreendente como, depois de tantos anos de lutas feministas, de sutiãs queimados nas praças públicas, e de mulheres nas universidades, no âmbito do casamento, o que a gente conseguiu efetivamente foi tomar – agora de comum acordo – as mesmas decisões que eram impostas às nossas mães.

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Não sabe quem é a Camille Paglia? Pode começar por aqui:

http://en.wikipedia.org/wiki/Camille_Paglia

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Sei que hoje, neste contexto, eu me peguei ouvindo novamente um CD que eu rachei de ouvir no final da adolescência. O CD se chama “Tragic Kingdom” de uma banda chamada “No Doubt”. A vocalista, Gwen Stefani, tem o visual mais “mulher objeto” que se possa imaginar. Uma pin-up moderna, mistura de cheer-leader com Marlin Monroe, com os cabelos platinados e a boca vermelha, ela canta músicas altamente feministas, cheias de sarcasmo e ironia, num tom de voz irado, raivoso, muito agressivo. Me faz pensar em contradição, paradoxo, oxímoro. O que poderia ser mais adequado?

Aqui vai uma das músicas dela que eu mais gosto. Mando junto a tradução, que é pra facilitar. Adoro a frase em que ela canta, gritando raivosamente “Am I making myself...” e então num tom muito doce, “...clear?”:)

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Just A Girl

Take this pink ribbon off my eyes
I'm exposed
And it's no big surprise
Don't you think I know
Exactly where I stand ?
This world is forcing me
To hold your hand


'Cause I'm just a girl, little 'ol me
Don't let me out of your sight
I'm just a girl, all pretty and petite
So don't let me have any rights
Oh...I've had it up to here!

The moment that I step outside
So many reasons
For me to run and hide
I can't do the little things I hold so dear
'Cause it's all those little things
That I fear

'Cause I'm just a girl I'd rather not be
'Cause they won't let me drive
Late at night

I'm just a girl,
Guess I'm some kind of freak
'Cause they all sit and stare
With their eyes
I'm just a girl,
Take a good look at me
Just your typical prototype
Oh...I've had it up to here!
Oh...am I making myself clear?

I'm just a girl
I'm just a girl in the world...
That's all that you'll let me be!


I'm just a girl, living in captivity
Your rule of thumb
Makes me worry some
I'm just a girl, what's my destiny?
What I've succumbed to Is making me numb
I'm just a girl, my apologies
What I've become is so burdensome
I'm just a girl, lucky me
Twiddle-dum there's no comparison

Oh...I've had it up to!
Oh...I've had it up to!!
Oh...I've had it up to here!

Só uma garota

Tire esta fita rosa dos meus olhos
Estou exposta,
E isto não é novidade
Você não acha que eu sei
Exatamente onde estou
?
Este mundo está me forçando
A segurar a sua mão


Porque eu sou só uma garota, coitadinha de mim
Não me perca de vista
Eu sou só uma garota, toda pequenininha e bonitinha
Então não me deixe ter direitos
Ah, eu estou por aqui com isso!

No momento em que eu saio
Tantas razões
Para eu correr e me esconder
Não posso fazer essas coisinhas das quais gosto tanto
Pois são estas as coisinhas das quais tenho medo

Porque eu sou só uma garota, e eu preferia não ser
Porque eles não vão me deixar dirigir
à noite

Sou só uma garota
Acho que sou algum tipo de anormal
Pois eles todos sentam e me olham
Com seus olhos
Sou só uma garota
Olhe bem pra mim
Seu protótipo típico
Ah, estou por aqui com isso!
Ah, estou sendo clara
?


Sou só uma garota
Só uma garota no mundo...
É só o que vc me permite ser!


Só uma garota, vivendo numa prisão
Suas regras
Me deixam preocupada
Sou só uma garota, qual meu destino
?
Aquilo a que sucumbi está me deixando
Anestesiada
Só uma garota, me desculpe
O que me tornei é tão pesaroso
Só uma garota, sorte a minha
Não tem comparação

Ah, estou por aqui!
Ah, estou por aqui!
Ah, estou por aqui com isso!







17.3.07

Verão Emocional

Essa vai em "homenagem" ao aquecimento global, rss... vamos perder invernos, com seus fondues de queijo, casacos fofinhos e chocolates quentes, em favor de verões, com suor escorrendo pelo meio do cabelo, nariz descascando e mosquitos. Alguma vantagem vamos ter que achar no meio de tudo isso, ou então vou mesmo ter que me mudar para o Alaska.
Mas voltando ao texto... fazia tempo que eu não fazia isto, deixar algum outro poeta falar do meu momento. Então lá vai: uma letra de música que descreve bem o que foi o meu verão, passado praticamente na Indonésia. Ou seja, praias paradisíacas, cenários inesquecíveis, e um ou outro terremoto seguido de uma tsunami para animar! rssss... ;)



Esse Outro Mundo
Leoni

Eu conheço esse outro mundo
Onde o tempo não dissolve
Eu te conquisto sempre
Você sempre me comove
Eu conheço esse outro mundo
Essa outra porção do espaço
Onde eu me sinto livre
Aprisionado nos seus braços

O quanto a gente se beija
Nesses verões emocionais
Nesse vulcão de desejos
Nessas tormentas tropicais

Pouco a pouco eu me transporto
Pela porta do teu corpo
Pra esse outro mundo que eu conheço
Dos deuses de carne e osso
Eu conheço esse outro mundo
Esse eterno mundo em transe
Te amo tanto e tanto e tanto
Não sei mais quem já fui antes

Tantos outros mundos
Tanto pra nós dois
Entre tantos mundos
Entre e deixe o mundo pra depois

21.10.06

"I turn on the TV
to check the weather.
I wonder why I don´t just look outside..."

(The Beu Sisters - What Do You Do...)

4.7.06


E como é que se escreve sobre aquilo que ainda não sabemos o que é, que nos faz sentir medo e prazer, que parece trazer em si certezas atemporais e dúvidas aterradoras? Que dá frio na barriga e calor no coração? Que toca sentimentos totalmente novos, e outros totalmente primitivos? Que é ao mesmo tempo nobre e bárbaro?

Que a poesia fale por mim...

Through the dark - KT Tunstall

As I walk away
I look over my shoulder
To see what I'm leaving behind
Pieces of puzzles
And wishes on eyelashes fail

Oh, how do I show
All the love inside my heart?
For this is all new
And I'm feeling my way through the dark

I used to talk
With honest conviction
Of how I predicted my world
I'm gonna leave it to stargazers
Tell me what your telescope says

Oh, what is in store for me now?
It's coming apart
I know that its true
Cos I'm feeling my way through the dark

Trying to find a light on somewhere
Trying to find a light on somewhere
I'm finding I'm falling
in love with the dark over here

Oh, what do I know, I don't care
Where I start
For my troubles are few
As I'm feeling my way through the dark
Through the dark
I'm feeling my way through the dark

6.3.06

" Love is the answer, at least
for most of the questions in my heart:
Why are we here? and
Where do we go? and
How come it's so hard?"

(Tatigirl ouvindo Jack Johnson)

5.12.05

RETROSPECTIVA MUSICAL 2005

Antes de iniciar este post, quero esclarecer um ponto de extrema importância: eu não faço resenha. Ainda que o Jorge[1] possa discordar, o fato é que eu deixo os posts recheados de pensamentos e opiniões e revisões críticas para outros tantos blogs por aí, porque este aqui não é um blog de raciocínio. Este é um blog de sentimento. Eu venho aqui para me emocionar com as minhas dores e alegrias, e espero que os meus eventuais leitores também me visitem para sentir comigo. Inclusive, tomo a liberdade de “consertar” Shakespeare na frase tema deste blog:

“Vem, sinta aqui ao meu lado, e deixa o mundo girar.”

Isto posto, vamos ao post.

A trilha sonora do meu 2005 foi o 2º. CD do Sun Walk & Dog Brothers, “To Change the Things”, pirateado por mim no final do ano passado em um episódio que inclusive foi o tema de um post muito do mal-educado (tenho a dizer em minha defesa que o CD era “incomprável” na época pois estava esgotado. Depois de furar a minha cópia de tanto ouvir, e quando o relançaram, comprei um de verdade e pude finalmente tê-lo autografado. Já quanto ao post mal-criado... bem, falta de educação não se justifica, mas se explica).

O CD em questão foi ouvido à exaustão porque ele “conversava” comigo. Minhas 2 músicas favoritas foram o fundo musical das minhas grandes conquistas (faixa 7: To Change the Things) e dos meus grandes fracassos (faixa 4: Incomprehension – que eu carinhosamente chamo de “música para suicídio”).

Conto isso motivada pelo fato de que, conforme anunciado em garrafais letras azuis aqui no blog, no final de semana que passou eles fizeram um show aqui em São Carlos, e um pré-lançamento do novo CD, “Blues to Feel Good”. Ouvindo “Happiness” e “A New World is Coming”, me veio a vontade, para variar, de dar uma olhada no que anda dando certo em minha vida. E a primeira coisa que me veio à cabeça – entrando certamente por meus ouvidos – foi a descoberta, neste ano, dessa paixão pelo blues. Descobri em 2005 que este é um estilo musical que é sempre capaz de melhorar o meu humor (mesmo quando às vezes o gaitista pisa na bola! *risos*), ainda que muita gente considere o blues um estilo meio simplório, e ainda mais que às vezes eu mesma concorde com isso. Mas estive pensando e acho que é justamente dessa simplicidade que eu gosto. Combina comigo, com as coisas que eu faço, combina com a minha poesia. E é como eu acho que a felicidade tem que ser: simples.

Fazendo aqui a minha retrospectiva 2005, e os meus votos para 2006, espero conseguir fazer com que o 3º. CD seja a trilha sonora do ano que vem. E que 2006 (ano em que escaparei dos “inta” pela última vez) seja um ano de simplicidade. O ano da “simples-idade”. Assim seja. E muito blues para vcs!



[1] Professor de Ciências Sociais para Psicologia. Resenhei um texto do Mauss como trabalho final para a disciplina dele este semestre...

2.12.05

Enquanto eu tento acabar com esse fim de semestre,
e sobreviver à prova de neurofisiologia etc etc etc,
fiquem com uma musiquinha que me tem feito companhia:

So Unsexy
Alanis Morissete


Oh these little rejections how they add up quickly
One small sideways look and I feel so ungood
Somewhere along the way I think I gave you the power to make
Me feel the way I thought only my father could

Oh these little rejections how they seem so real to me
One forgotten birthday I'm all but cooked
How these little abandonments seem to sting so easily
I'm 13 again am I 13 for good?

I can feel so unsexy for someone so beautiful
So unloved for someone so fine
I can feel so boring for someone so interesting
So ignorant for someone of sound mind

Oh these little protections how they fail to serve me
One forgotten phone call and I'm deflated
Oh these little defenses how they fail to comfort me
Your hand pulling away and I'm devastated

When will you stop leaving baby?
When will I stop deserting baby?
When will I start staying with myself?

Oh these little projections how they keep springing from me
I jump my ship as I take it personally
Oh these little rejections how they disappear quickly
The moment I decide not to abandon me

24.11.05

4º. Sanca Blues Festival

Dia 03/12 - Noite do Blues

21h - Nuno Mindelis
abertura: Sun Walk & Dog Brothers

Ingressos à venda no Sesc São Carlos

Espia aí do lado as bandas de blues que eu recomendo e imagina só o que eu achei desta combinação!!!!!

3.11.05

Check Up


Acabei de dar um check-up na situação
O que me levou a reler "Alice

no País das Maravilhas"
Já chupei a "Laranja Mecânica" e lhe digo mais
Plantei a casca na minha cabeça
Acabei de tomar meu Diempax,
Meu Valium 10
E outras pílulas mais
Duas horas da manhã, recebo no peito
Um triptanol 25
E vou dormir quase em paz

E a chuva promete não deixar vestígios...
E a chuva promete não deixar vestígios...
E a chuva promete não deixar vestígios...
E a chuva promete não deixar vestígios...

(Essa vai pra quem pediu "toca Raul", hehehehehe... e também pra quem já passou uma noite sombria, sabendo que um Valium, um Diempax, e outras pílulas ainda não seriam suficientes para se dormir em paz...)

9.10.05

Tímida Intimidade

A tua presença premente
povoa de medo e desejo
a minha solidão.
Temo essa vida doente,
esse viver de quem mente
a seu próprio coração.
Não quero acordar, de repente,
pacificamente domada;
dos meus sonhos não posso abrir mão.
Mas não quero seguir pela estrada
completamente sozinha; então
talvez te peça para ser paciente,
para ser simples, para ser persistente,
para ser novo, ou se não, diferente
até eu ter a coragem de, contente,
deitar na tua a minha mão.

(Essa é para ser lida ao som de "O Último Romântico", do papa do pop existencial, o poeta Lulu Santos. Ah, esses Lulu Santos...
E para quem não se lembra:

"Faltava abandonar a velha escola,
tomar o mundo feito coca-cola,
fazer da minha vida sempre o meu passeio público,
e ao mesmo tempo fazer dela o meu caminho só, único.
Talvez eu seja o último romântico
nos litorais desse Oceano Atlântico.
Só falta reunir a zona norte, a zona sul,
iluminar a vida já que a morte cai do azul.
Só falta te querer, te ganhar e te perder,
falta eu acordar,
ser gente grande pra poder chorar.
Me dá um beijo e então
aperta a minha mão.
Tolice é viver a vida assim,
sem aventura.
Deixa ser pelo coração
Se é loucura, então melhor não ter razão" )

27.9.05

Em homenagem a um final de semana surpreendente, aqui vai um pedacinho de música:


"It's so nice,
I wanna hear the same song twice..."

24.9.05

My Babe Plays the Blues

I don't know if my babe loves me
Right now I haven't got any clues
I don't know if he ever thinks of me
All I know is he plays the blues

I don't know what my babe likes
Is he as interesting as he looks?
I don't know if he'll ever call me
All I know is he plays the blues

I don't know if my babe is sweet
If he's as caring as he should?
I don't know if my babe is hot
All I know is he plays the blues...

(Essa é para ler ouvindo blues. De preferência, um bem animado e alto astral!)

4.8.05

Que se danem os nós

(Ana Carolina)

"Vim gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto

Vim achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
E eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois
mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia e seguia a procurar
Esse algo alguma coisa alguém
que fosse me acompanhar

Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar?

Vem eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
te levaram pra bem longe
É longe esse lugar

Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós"

Mais uma música da Ana Carolina que me faz pensar em muita coisa que anda acontecendo comigo. Perdas e ganhos, pessoas que ficam e pessoas que se vão, e descobertas sobre quem eu sou e o que eu quero... Bem, na verdade, por enquanto, muito mais perguntas do que descobertas, mas um dia eu chego lá.

16.7.05

You Can't Always Get What You Want...

"You can't always get what you want,
you can't always get what you want,
you can't always get what you want..."

Puta que o pariu... na próxima encarnação, eu quero nascer baixista duma banda de blues!

30.5.05

Quem de nós dois

(Ana Carolina)

"Eu e você,
Não é assim tão complicado,
Não é difícil perceber.
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer?
Se eu disser que já não sinto nada,
Que a estrada sem você é mais segura,
Eu sei, você vai rir da minha cara,
Eu já conheço o teu sorriso
E o teu olhar.
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso

Sinto dizer
Que amo mesmo
Ta ruim pra disfarçar.
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos.
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso,
Meio na contramão...
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada!

E cada vez que eu fujo
Eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar o sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na sua vida

Eu procurei qualquer desculpa
Pra não te encarar
Pra não dizer
De novo sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Eu já não tou nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
E o meu olhar
O meu sorriso é só disfarce,
E eu já nem preciso..."

Uma música sobre a coragem de dizer o que é que vai pelo coração da gente... a coragem de dizer, e às vezes, se necessário for, a coragem de repetir...

Gabi, pra você que postou aquela frase do Humberto Gessinger "Eu fui sincero como não se pode ser", eu deixo aqui o meu palpite: acho que isso não existe. Não acredito em limite pra sinceridade. Já me estrepei bastante por abrir o coração mas mesmo assim não perco a fé. Tem horas em que eu não sei como é que se faz isso direito. Mas continuo acreditando que é isso que se deve fazer. Por mais violenta que seja a tempestade, não deixa de ser bela...

Pra que é que a gente faz poesia se não é pra isso?

8.5.05

"Pergunto à nuvem preta quando é que o sol vai brilhar"
(Raul - Clinica Tobias)

25.3.05

O Nosso Amor a Gente Inventa

(da série "Cazuza fala por mim"; para M.)

"O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu"

10.3.05

Linha cruzada

Ele:

"
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos"

Eu:

"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha..."