5.6.06

Sampa

Uma vez eu sonhei que te encontrava
em uma rua qualquer de São Paulo
no dia em que eu corria a São Silvestre.
O despertador tocou na hora errada
(justo quando, no sonho, a gente estava abraçado)
e eu acordei sentindo a sua falta,
e querendo que tudo aquilo fosse verdade:

Que a gente ainda se esbarrasse
numa rua qualquer, no meio do dia.
Que essa cidade maluca, essa vida
fosse menos agreste.
Que você me abraçasse
e eu pudesse parar de correr, de correr...


Hoje acordei querendo que o despertador tocasse
bem agora que estou aqui
sonhando que te escrevo um poema,
e que eu despertasse sentindo o teu cheiro...



(Comecei este poema meses atrás, mas não conseguia encontrar um final para ele. Ficou todo este tempo perdido em uma gaveta, e hoje, quando eu o encontrei, descobri subitamente que havia um final prontinho em minha cabeça...)

1 comment:

Anderson said...

Muito bonito, Tati, muito belo, simples...